quinta-feira, 7 de julho de 2011

Presídios paraibanos soltam presos


Só no Presídio do Roger, 300 detentos receberão liberdade provisória


Cerca de 100 pedidos de liberdade provisória da Penitenciária Flósculo Nóbrega, conhecida como Presídio do Róger, foram analisados e enviados às devidas varas dos juízes processantes desde a última segunda-feira (27).

A ação faz parte de mutirão carcerário, que na manhã desta quinta-feira (7) encaminhou 30 pedidos. Estas medidas são fruto de modificações no Código de Processo Penal.

Segundo o agente penitenciário da instituição, até o momento nenhum alvará de soltura chegou à Penitenciária.

“É bom que se esclareça que estes que possivelmente sairão são réus primários e serão presos que cumprirão penas alternativas, que são aquelas que prestam serviço à comunidade”, explica Percinandes Rocha, coordenadora do mutirão carcerário.

O mutirão carcerário atuante do Presídio do Róger conta com 12 defensores públicos, numa ação que prevê a saída de 300 detentos dos 920. Segundo a defensora pública, as novas medidas compreendem liberação de réus primários até o término do julgamento do processo para casos de crimes considerados sem grande repercussão e a implementação de penas alternativas àqueles condenados a uma pena inferior a quatro anos.

As modificações são destinadas a flagrantes de furtos pequenos, porte ilegal de armas ou aqueles enquadrados na Lei Maria da Penha e tem o por objetivo “impedir o abarrotamento dos presídios”, explica Percinandes Rocha. A previsão para a finalização do mutirão do Presídio do Róger é de 30 dias, aproximadamente.

O presídio do Róger é um dos primeiros a receber a força tarefa por ser uma das unidades com mais problemas de superlotação. O trabalho se estenderá para presídios como o Silvio Porto, Geraldo Beltrão, Júlia Maranhão, PB1 e PB2, em João Pessoa.


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