sexta-feira, 3 de junho de 2011

Paraíba convoca cirurgiões da PM após paralisação de médicos





O governo da Paraíba convocou na quarta-feira 13 médicos da Polícia Militar para assumir as cirurgias no maior hospital do Estado.

A medida foi tomada após 23 cirurgiões contratados em regime de prestação de serviço (não concursados) do Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa, anunciarem demissão coletiva e não comparecerem ao plantão no fim de semana passado.

A demissão coletiva foi anunciada após os cirurgiões pleitearem um aumento no valor recebido nos plantões, tanto para os médicos prestadores de serviço quanto para os concursados. A categoria afirma que os honorários pagos pelos plantões de 12 horas foram reduzidos desde março, de R$ 1.000 para R$ 640.

O governo anunciou ontem que vai voltar a pagar os antigos valores, mas apenas para os médicos prestadores de serviço. Sem chegar a um acordo para todos os cirurgiões, os 23 prestadores de serviço ainda não anunciaram quando voltarão ao trabalho.

O atendimento em João Pessoa pode ser prejudicado ainda mais, já que os 15 cirurgiões concursados também ameaçam paralisar as atividades a partir da tarde de sexta-feira (3) se não receberem o mesmo aumento.
No domingo (29), problemas no atendimento a pacientes resultaram na morte de um paciente, segundo a família da vítima. O jovem tinha 25 anos e morava em Pedras de Fogo (42 km de João Pessoa).

Ele foi levado para o Humberto Lucena, mas não recebeu atendimento. A ambulância então começou a procurar outros hospitais, mas o atendimento foi recusado porque os setores de triagem afirmaram que se tratava de um caso de alta complexidade e que apenas o Humberto Lucena poderia tratar. O homem chegou a voltar ao hospital, mas não resistiu e morreu.


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